Das sobras de um copo quase vazio, jogado em um canto.
Há um coração esquecido. Largado.
Após bebericar todos os sentimentos que nele haviam.
De sentimentos; embriaguei-me.
(Escrito em 14/04/2015. Editado).
Das sobras de um copo quase vazio, jogado em um canto.
Há um coração esquecido. Largado.
Após bebericar todos os sentimentos que nele haviam.
De sentimentos; embriaguei-me.
(Escrito em 14/04/2015. Editado).
E ela, que dormia encostada na vidraça do coletivo em movimento, semicerrou seus olhos e deparou-se com a magnitude do seu amor. A lua.
E a desta noite, ela que, mesmo sem ter aproveitado o seu dia, mesmo tendo dedicado toda sua boa energia à outras pessoas, que provavelmente não verá nunca mais.
Ela, por três segundos, aproveitou sua noite, por causa da lua.
De todos seus amores, a primícia de todos eles vêm da LUA AMARELA e, por amá-la desta forma, esta noite amou tudo que está em seu coração, suspirou, fechou os olhos e dormiu novamente, pois lá, exatamente lá, nos sonhos, onde a lua está sempre como ela ama, amarela e majestosa, ela encontra seus amores, enlaça-os num laço de nó. Eternamente.
Até os que já se foram, que partiram para sempre, e vivem através do amor, essa saudade ardente.
Por: Jéssica Miranda.
(07/02/2015)
As minhas asfixias,
Surgem quando mergulho.
Acidentalmente.
No meu oceano mais profundo.
Das minhas asfixias,
Que se dão quando enxergo a linha do horizonte e nada vejo,
Mas é tamanha sua magnitude,
Que desperta-me grandiosos sentimentos.
Guardados a sete chaves.
Até de mim.
Por: Jéssica Miranda
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O que permitiremos da vida para nós!?
O que poderá ser efêmero, um instante, momentâneo...
Decerto que os pequenos instantes de alegria, euforia, contentamento no que quer que tenhamos prazer, é um néctar para a alma.
Porém, não é na embriaguez, mas na ressaca, que encontramos a reflexão sobre quem somos. Ou quem desejamos ser.
É extremamente triste constatar que:
A mulher não tem nem o direito ao prazer de tomar um sorvete tranquilamente na rua.
Até nos nossos mínimos movimentos, infelizmente, o sexismo atua.
Toda ação começa no pensamento.
É para se refletir.
.De todos os beijos que tocaram meus lábios,
Quentes. Molhados, vagarosos e urgentes.
Apenas de lábios, de língua, saliva e dentes,
Em todos estes beijos, haviam a intensão de tomar algo meu para si.
Do seus, apesar de composto por todos esses elementos,
Dos seus, existiu apenas o desejo de doar-se inteiramente para mim.
E da generosidade em doar-se,
Nascem grandiosas coisas,
Ainda que tardias, mas não menos preciosas.
#Fragmentos
α u t o r r e t r α t o.
#autorretrato
Conjugue verbos.
De preferência os bons.
Todo verbo é ação.
E toda ação precisa de um sentido.
E eu gosto de sentí-los.
Aí está.
O ciúme que não se via ou sentia.
Aí está.
É na ausência, sempre na ausência, do que não se tem que ele aparece.
Aí está.
Alguém que depende, que se tornou alguém, que novamente, deixa de ser alguém... Tão belo para si.
Aí está.
Nas linhas invisíveis do que doamos é que se imprime sem ver, o que vamos nos tornar com o que vamos receber.
Aí está.
Agora alguém que nada mais tem a oferecer ao outro.
Aí está.
Esparramado e torcendo o veneno líquido que foi derramado.
Aqui estou.
Sem estar.
Por: Jessie
Tal como Clarice, a dor me faz sentir.
"...Saber amar, saber deixar alguém te amar..."
Das coisas mais tristes que se pode constatar a maior delas é:
Quando você acha que sabe amar e percebe que desaprendeu. E pior, nem sabe mais receber amor.
De tanto ser um, desaprendeu a ser dois.
Pior do que não ter amor no coração, é ter e não saber mais como manifestar.
E aí, no sonho, em meio a uma tumultuada noite de fuga, dessas todas aventuras sem sentido que vivi, durante alguns anos, que busquei por ter deixado parte da minha identidade em alguém. Em meio a noite em que a brisa mal circulava, o asfalto molhado pela chuva, que havia acabado de acontecer.
Fugia. Das motos, dos carros que, secretamente, eu havia batizado de corvos, ou covil mesmo (no pior dos sentidos). Houveram destes, alguma sinceridade e interesse puro, mas, no dia da fuga, nenhum destes estavam por lá.
Em meio ao medo, angustia, agonia e uma respiração ofegante que parecia nunca cessar, livre, mas presa, em becos escuros, um matagal sem sentido que não findava no olhar, em meio a tudo isso, escolho entrar em um desses caminhos, mesmo sem saber onde ia dar.
De lá, bem ao fundo ouço vozes, gritos e risadas altas, mas distante, de olhos fechados e cabeça baixa, respiro fundo e dou o primeiro passo que me encoraja a continuar. Sou barrada com um acidental choque corporal. Toninho (desencarnado). E eu, no sonho, consciente disso. Ele me diz:
- Ô, menina, é você? Olha, não segue por aí, não. Você não vai gostar do que vai ver. (Caminhando com pressa) Vem por aqui, sei de alguém que vai gostar de te ver. Como está o Nathan?
Atônita, seguindo ao lado dele seus passos apressados, respondo:
- Está bem, Seu Toninho. (pausa) Está um moço lindo, seu neto. Precisa ver...
- Que bom, menina! No fundo eu sei. No fundo eu sabia. Vamos seguir por ali (aponta).
- Ah! Tenho uma foto dele na carteir... Toninho?! Seu Toninho?!
Como todo bom sonho maluco, desses que as pessoas somem do nada, Seu Toninho sumiu. Que esteja em um bom lugar. Sigo no destino que ele indica. Dali, a noite começa parecer despedir-se, noto aquele profundo azul, quase negro, graduar seus tons, lentamente. Olho ao redor, aquele lugar onde fui deixada, parecia um átrio a céu aberto. Sem todas aqueles sentimentos típicos de perseguição, mas triste por seguir sozinha, sem saber para onde nem para quê, uso o mesmo ritual de encorajamento para escolher o caminho e, antes de completar o primeiro passo, alguém repousa a mão no meu ombro esquerdo, uma mão firme, de dedos longos e largos, uma mão que, apesar da lida com o trabalho pesado, era a mão mais macia que já conheci. E aquele perfume... Ah aquele cheiro, eu, amo sonhos que trazem até odores como composição, são sempre os mais reais, trazem até sensações físicas. E aquele cheiro...único. Inconfundível!
- Pai?!
Como na dança, giro no eixo para o lado da mão que me procurou. Sou acolhida num abraço. Longo, saudoso, eu numa sensação de alívio, ele, de paz. Recebo um beijo na testa, pude sentir - como sempre- até os fios do seu bigode. O laço se desfaz do abraço, e repousa nas mãos. Entrelaçamos as mãos, minha esquecida em sua mão direita, e tudo tão real. Seguimos durante muito tempo assim, unidos, mas calados. Curtindo aquela saudade que, parece que mesmo com a presença, não cessa.
Falar contigo sobre os nossos te contar como estão todos, perceber que está bem, saudável e com semblante de paz, receber mais um abraço de despedida, sem saber que era de despedida. E acordar com o despertador, é como todas as vezes em que precisou me acordar.
- Acorda filhota, está na hora.
Obrigada, por me acordar, por vir me visitar. Obrigada.
Beijos.
E ela, que dormia encostada na vidraça do coletivo em movimento, semicerrou seus olhos e deparou-se com a magnitude do seu amor. A lua.
E a desta noite, ela que, mesmo sem ter aproveitado o seu dia, mesmo tendo dedicado toda sua boa energia à outras pessoas, que provavelmente não verá nunca mais.
Ela, por três segundos, aproveitou sua noite, por causa da lua.
De todos seus amores, a primícia de todos eles vêm da LUA AMARELA e, por amá-la desta forma, esta noite amou tudo que está em seu coração, suspirou, fechou os olhos e dormiu novamente, pois lá, exatamente lá, nos sonhos, onde a lua está sempre como ela ama, amarela e majestosa, ela encontra seus amores, enlaça-os num laço de nó. Eternamente.
Até os que já se foram, que partiram para sempre, e vivem através do amor, essa saudade ardente.
Por: Jéssica Miranda.
(07/02/2015)
Honoré De Balzac que, assim como Chico, oh amado Chico, Chico este de uma a cem mil mulheres, assim como tantos (e raros) como o Chico, Balzac soube extrair através de seus olhos, dnas que habitam os corações femininos, os corações feministas.
Não estes contemporâneos, falo da essência, apenas a essência.
E, através de tantas pesquisas, estas que, acidental e inconscientemente experimentamos na vida, na arte, na sorte de ter nascido mulher.
Dedico à você Rosa, minha Rosa, Rosa do Pequeno Príncipe de cada ser, dedico a ti, imagens músicas e prosas para que possas sempre viver.
HONORÉ DE BALZAC
"...Quanto mais longa tiver sido a resistência, tanto mais poderosa será a voz do amor..."
"...Permaneceu ereta e forte como uma árvore que houvesse suportado o golpe de um raio sem ser abatida. Sua dignidade se elevou, sua realeza a fez preciosa e quinta-essenciada. Como todos que se deixam adorar por quaisquer cortesãos, ela imperava com os seus defeitos..."
"...Seu orgulho a preservou dos tristes amores da província. Era a nulidade dos homens que a cercava e o nada, uma mulher tão superior teve de preferir o nada. Tanto o casamento como a sociedade constituíam, assim, um mosteiro para ela. Vivia para a poesia, como a carmelita vive pela religião..."